
Buscamos preenchimento nos relacionamentos a curto prazo. Entregamos pedaços de nós sem percebermos. Deflagrados corações que se mutilam nas decepções amorosas. Almas que na mania do “vamos seguir o coração” defraudam os sentimentos uns dos outros, causando profunda dor. O tempo de solteiro é aquele o qual descobrimos quem somos. O que vamos ser no futuro (profissional, espiritual, conjugal). Este é o momento de buscar ser cheio, para que possamos transbordar na vida de outrem.
Nesse período coletamos conteúdo, experiências e objetivos. Começamos a entender que o casamento não é apenas está junto, é está junto e comprometer-se a uma nova conquista a cada dia. O amor por si só é abnegado. Este não busca seus interesses próprios, dispõe-se sempre com o mais puro altruísmo. O amor oferece o que tem e até mesmo o que não tem. E é imprescindível a objeção, “Como poderei oferecer o que não possuo?”. Podemos oferecer algo quando nos esquecemos do imediatismo sobremodo exagerado de nosso tempo atual, instruindo-se na renovação de escolhas, tornando-se paciente. Porquanto, a criança não se nutri sem antes ser amamentada. A árvore não cresce sem antes ser regada. O prédio não pode ser concluído sem antes ser alicerçado.
Para tudo há um tempo. Para cada tempo existe uma espera. E a cada espera possuímos uma nova visão do que pode ser duradouro e verdadeiro. Cabe a nós entendermos que o amor tudo espera, tudo crê, tudo suporta. Pois o que perece são os nossos pensamentos retraídos de que tudo que é verdadeiro é o que é intensificado pelos sentimentos. Quando o mesmo passa, o “amor” vai junto.

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