sábado, 2 de janeiro de 2016

MULHER... A POESIA PERSONIFICADA:

Avistei um doce coração. Era simples, casto como jardim fechado. Algo digno de incessante busca. Como porcelana o comparo; necessitado de total primor”.
Ao admirar com olhos de amor, na extensa ternura que entoa a sensibilidade, a compreensão de que o coração de outrem é a congratulação da perseverança, simplesmente surge. O que se diz sobre ‘o amor deve ser regado’, torna-se de fato uma realidade.  As perspectivas são outras, quando enxergamos o que há no âmago da flor. Continuaremos a amá-la mesmo quando suas pétalas passarem a cair.
A mulher, de maneira parecida, não procura apenas um jardineiro que a admire, assim penso. Sonha muita além da limitada imaginação masculina. Procurando um coração tão verdadeiro quanto o brilho das estrelas. Ansiando constante e fervorosamente por uma alma equivalente a pureza do céu. Onde possa encontrar abrigo na grandiosa ternura de um abraço, descoberto no ímpeto ardor de sua aparição.
Logo, o seu coração não estima-se em valores. Joias jamais merecerão algo sobremodo precioso como a afeição de uma dama. O maravilhoso amor e vida de ser tão eloquentemente propenso ao carinho tão-somente será conquistado pela verdade. Verdade esta que a mesma encontrará nos olhos que a confortará. Onde segura poderá fazer morada. Podendo assim, lançar-se de forma cônscia e livre à maré da paixão.

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