No último mês andei cansada, desgastada e esgotada emocionalmente. Ando me emputecendo com muita coisa (dou importância demais ao que não deveria dar). Também no último mês, aprendi algumas regras básicas sobre vida- mais algumas, na verdade, como sempre. Sou uma pensadora, uma sonhadora. Basta um momento a sós comigo, pra colocar tudo em ordem dentro de mim. Pra ver onde errei. Onde erraram.
No meio dessas coisinhas anotadas na agenda da minha vida, sublinhei algumas bem importantes: não perdoar tanto, não tomar dores, não me culpar e nem relutar em dançar conforme a música. E por falar em música, não tem nada mais gostoso e livre do que se deixar levar pelo ritmo que o nosso coração manda. Do que sorrir, abraçar e não ter compromisso com o orgulho nem com pose. Sabe o que é gostoso? É ouvir e falar abobrinhas. Sim, abobrinhas! Dá um desconto, vai.
Não ando muito preocupada com a falsidade por aí, com quem fica ou quem vai. Eu sei de mim, do que sinto, do que me faz bem ou mal. Quero viver. E isso é para ontem. Isso soa ridículo? Repetido? Pronto: sou repetida, ridícula e mais o que quiserem que eu seja. Não devo e nem ninguém me deve nada. Somos livres - de desculpas, de ressentimentos e joguinhos de poder. Do mesmo jeito que somos livres para ir sem dizer adeus, também somos livres para ficar sem amargar silêncios (mal)ditos. Estou deixando vencer. Estou passando a vez. Estou me convidando a ir embora.
Tenho andado de mãos dadas comigo. Só comigo. Ninguém mais.
Sou feliz do meu jeito, amando sem esperar nada em troca. Isso me basta.
Jackye Monteiro.

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