
Os dias passaram rápido e eu me tornei quem eu menos queria ser, me tornei mais uma daquelas pessoas românticas que choram com filmes de amor ou declarações em casamentos. Hoje já não acho mais graça de cenas românticas no cinema, não como antes, agora é uma graça diferente. Não dou mais risada e acho bobo quem ama e escreve poemas ou canções. A graça que eu vejo é a leveza, a beleza, a doçura das palavras e as lágrimas de felicidade no olhar do outro.
Eu finalmente acredito que o amor entre duas pessoas é perfeitamente possível. E que naquele momento o grude, a frescura, a melação, se torna algo adorável e arranca um sorriso enorme da gente. Aquilo que eu era, aquela revolta, era apenas uma capa, só uma garotinha infantil demais para perceber que amor não é sentimento, amor é ação, é reação. É encontrar no outro exatamente o que te falta. É se equilibrar na corda bamba da vida só por segurar a mão de alguém em quem você confia.
É estranho pensar que em menos de um ano meus conceitos se transformaram totalmente. Eu me esqueci dos preconceitos à respeito do clichê e aprendi que não é brega amar, e que flores tem outro significado. Por mais ridículo que pareça querer alguém para a vida inteira e não se importar com todas as rugas e cabelos brancos que venham a surgir, querer alguém quando a beleza não estiver presente de certa forma se tornou para mim a mais linda declaração de amor, a prova mais romântica de que um coração está unido ao outro por toda a eternidade.
E essa é a aliança mais bonita e valiosa que alguém pode usar, a do companheirismo, respeito, fidelidade e da graça, que é um dom divino dado apenas para quem sabe amar. Que o amor me sorria assim um dia desses.

Nenhum comentário:
Postar um comentário