Já parou pra pensar como fica um coração depois de uma partida? Já imaginou como ele fica dividido e subdividido? Onde cada pedacinho é uma nova dor. Onde cada dor é uma nova lágrima. Tem coisa pior que ter que continuar sozinha depois do fim de dois? Ter que reaprender a fazer tudo, só que agora de maneira diferente. Agora tem que aprender a fazê-las sem ter a mão que te segurava antes. Sem ter a outra parte do peito. Sem ter abrigo. Mas você deve está pronto, deve ser flexível às decisões alheias. Hoje você tem alguém, mas uma hora ou outra poderá não ter. E ela vai assim, sem aviso prévio, sem retorno e sem passagem de volta, só com o seu coração. Mas depois de tudo, você tem que aprender, por você ou por quem quer que seja. Tem que se acostumar que vai ser sempre assim. Que nesse vai e vem de pessoas, você vai ficando cada vez mais incompleta. Que a cada ida, vão te levar mais uma parte de ti. E que depois de um tempo, você vai estar mais nos outros do que em si mesma. Chega um tempo em que você se olha e não consegue ver mais nada além de um vazio. Onde você é o vazio ou o vazio é você. Parece que as coisas não são mais feitas pra você, ou é você que não está mais na forma das coisas. Te da a sensação que para você as coisas tendem a dar sempre errado, mas nem sempre é assim, uma vez ou outra você acerta. Uma hora você sorri certo. Sem jeito, mas sorri.
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