Não é fácil, mas é possível virar esse jogo. Constatar que o problema é social é reconhecer que ele não está escrito em pedra – e tem muita gente trabalhando pra escrever outra história. Sim, turma, depois desse palavreado todo é hora de respirar com alívio e descobrir que dá trabalho, mas dá pra fazer. A primeira coisa que você pode fazer é conversar com as pessoas sobre a cultura do estupro. É preciso que sejamos implacáveis. Por vezes seremos acusad@s de moralistas. Foda-se: isso não é nada perto da acusação de cumplicidade com estupros.
Não existe outro jeito. Não há perspectiva de discussão sobre os direitos das mulheres em Brasília, como deixou claro o presidente da câmara, Eduardo Cunha (nossa, ele não cai nunca?!). A televisão não vai mudar. A publicidade não vai mudar. Não espontaneamente, pelo menos. Não sem que a gente perca o medo e comece a discutir a cultura do estupro na TV, nos jornais, nas redes sociais. Quando você vir, aponte. Há muitos documentários e artigos sobre cultura do estupro. Pesquise, mostre aos seus amigos.

Não tenha medo de ser chato. Tenha medo de que mais estupros aconteçam.
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