Tenho olhos que flertam com horizontes distantes, com os infinitos do
céu, do mar, de outro olhar. Com todas as cores, todas as nuances. Olhos
que demonstram-se insaciáveis, que buscam outros olhos questionadores.
Olhos que reconhecem e por reconhecerem, salvam.
Tenho olhos machadianos, às vezes, "oblíquos e dissimulados" , isto é,
distantes, enganadores, escondidos, um tanto indescritíveis para quem os
vê. Olhos tímidos, verdade, mas que enxergam além das muralhas humanas,
além dos estereótipos, além das convenções. E nesse enxergar sem
fronteiras por vezes vê fome. De afeto, de afago, de sentimentos
maiores, fome de olhar. Olhos que as vezes vê homens e outras escombros.
Tenho olhos que já viram muito mas que ainda
se surpreendem com algumas realidades com outros interiores humanos.céu, do mar, de outro olhar. Com todas as cores, todas as nuances. Olhos
que demonstram-se insaciáveis, que buscam outros olhos questionadores.
Olhos que reconhecem e por reconhecerem, salvam.
Tenho olhos machadianos, às vezes, "oblíquos e dissimulados" , isto é,
distantes, enganadores, escondidos, um tanto indescritíveis para quem os
vê. Olhos tímidos, verdade, mas que enxergam além das muralhas humanas,
além dos estereótipos, além das convenções. E nesse enxergar sem
fronteiras por vezes vê fome. De afeto, de afago, de sentimentos
maiores, fome de olhar. Olhos que as vezes vê homens e outras escombros.
Tenho olhos que já viram muito mas que ainda
Tenho olhos fundos que demonstram a profundidade da minh'alma e que
guardam paraísos internos. Olhos que refletem uma alma prolixa, ansiosa,
uma alma que sempre deságua em Deus e que busca a quietude dos seus
abraços. Deus que optou por me dar olhos tão marcantes.
Tenho olhos que te secam, que te interrogam, que te dizem sobre mim mas
que geralmente guardam segredos substanciais da existência, da minha
essência. Olhos que dizem: "Decifra-me mas não conclua, eu posso te
surpreender"
Natan Gaia
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