domingo, 13 de maio de 2012

Como Refazer-me Dum Coração Partido


Você simplesmente sabe que esta é a pessoa com quem você se casará. Um aprecia a companhia do outro, vocês partilham interesses comuns, e sentem atração mútua. Daí, subitamente, o relacionamento acaba, explodindo num acesso de ira — ou derretendo-se em lágrimas. 
Em seu livro The Chemistry of Love (A Química do Amor), o Dr. Michael Liebowitz assemelha o despertar do amor ao efeito de poderosa droga. Mas, como uma droga, caso tal amor morra, isto pode provocar intensos ‘sintomas de privação’. E pouca diferença faz se o amor é simples fascínio ou se trata ‘de algo real’. Ambos podem levar a estonteantes altos — e a agonizantes baixos se tal relacionamento termina. 
Os sentimentos de rejeição, de dor, e, talvez, de ultraje que acompanham um rompimento podem, assim, deixar amargurado o seu conceito do futuro. Certa moça menciona a si mesma como sentindo-se ‘ferida’ por ter sido rejeitada pelo namorado. “Atualmente só consigo ser uma pessoa do tipo ‘Alô, como vai?’ [com o sexo oposto]”, diz ela. “Não permitirei que ninguém se aproxime de mim.” Quanto mais profundo for seu envolvimento em tal relação, tanto mais profunda poderá ser a dor causada pelo rompimento. 
Sim, deveras, a liberdade de você poder namorar quem quiser tem um preço alto: a real possibilidade de rejeição. Simplesmente não existe garantia de que florescerá o verdadeiro amor. Assim, se alguém começou a namorar você com intenções honestas, porém mais tarde concluiu que tal casamento não seria sábio, você não deve considerar-se necessariamente injustiçado. 
O problema é que, mesmo quando um rompimento se realiza com o máximo de jeito e bondade, ainda é provável que você se sinta ferido e rejeitado. Isto, contudo, não é motivo para você perder seu amor próprio. O fato de você não ter sido a pessoa “certa” aos olhos de alguém não significa que não será a pessoa exatamente certa aos olhos de outrem! 
Tente situar o romance terminado numa perspectiva sóbria. O rompimento pode muito bem ter trazido a lume coisas perturbadoras sobre a pessoa com quem você esteve envolvido — imaturidade emocional, indecisão, inflexibilidade, intolerância, falta de consideração pelos seus sentimentos. Estas dificilmente seriam qualidades desejáveis num cônjuge. 
Que fazer, porém, se o rompimento for totalmente unilateral, e você estiver convicto de que o casamento teria dado certo? Sem dúvida, você tem o direito de deixar que a outra pessoa saiba como se sente. Talvez simplesmente tenha havido alguns mal-entendidos. Lamúrias e descomposturas emotivas pouco adiantarão. Todavia, se ele ou ela insiste em acabar com tudo, não é preciso você se humilhar, suplicando lacrimosamente as afeições de alguém que, obviamente, não tem afeto por você. Salomão disse que existe um “tempo para procurar e tempo para dar por perdido”. — Eclesiastes 3:6. 
Que fazer se houver fortes motivos de você suspeitar que estava simplesmente sendo usado por alguém que, desde o início, jamais se interessava sinceramente em casamento? Você não precisa recorrer a represálias retaliadoras. Pode estar certo de que tal conduta sinuosa não passa despercebida a Deus. Sua Palavra diz: “A pessoa cruel traz banimento ao seu próprio organismo.” — Provérbios 11:17; compare com Provérbios 6:12-15. 

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