Tem fases que a vida parece que não dá uma trégua né? A gente leva rasteira todo dia, porrada de todo lado... E, caramba, esse ano bateu recorde! Mas finalmente eu estou aprendendo a encarar esses momentos. Choro muito, fico com raiva, desabafo com alguém próximo, pergunto por que tudo acontece comigo. E em seguida, eu leio um livro. Escuto uma música. Descubro uma nova série. Durmo. Faço uma oração. Ligo para uma amiga para conversar besteiras. Saio com o meu namorado. Dou uma volta na praia sozinha. A verdade é que tem gente que gosta de ficar revivendo, mas isso é uma forma de manter a negatividade, manter o que faz mal e deixar criar raiz, sabe? E não, definitivamente eu não quero ser essas pessoas. Por isso, eu tento substituir o que chega de ruim, por qualquer outra coisa que me faça bem, mesmo que momentaneamente. Mesmo que me faça esquecer por cinco minutinhos. Afinal, eu não posso controlar o universo, mas certamente eu posso controlar a mim e as minhas escolhas. Posso escolher se gasto as minhas energias reclamando ou tentando mudar a forma como enxergo a situação. Posso escolher se me conformo ou se eu começo algo novo. Porque certas coisas estão a meu alcance sim e as que não estão, bem, adianta bater o pé? A gente se vira, a gente passa por cima. O meu objetivo é no final do dia ter a certeza de que não me entreguei, de que eu estou tentando. Isso é ter fé. E é exatamente o que sinto nesse final de ano: esperança de que 2016 será melhor que esse 2015 difícil e desanimador. E se não for, que eu termine da mesma forma que terminei esse ano, acreditando que ainda vem coisa boa por aí. Sem metas, sem planos, sem desespero. Uma hora vem e não, eu não vou desistir de acreditar nisso.
Maria Carolina Araujo..
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