domingo, 11 de dezembro de 2016

Não faz sentido eu agradecer por você ter me magoado.


Não faz sentido eu agradecer por você ter me magoado. Não tem cabimento eu achar bom o fato de você ter pensado apenas em si mesmo. Eu não vou aplaudir o nosso fim trágico: a minha decepção e a sua covardia. De jeito nenhum. Seria loucura e isso você não conseguiu fazer comigo não, viu? Mas se quer saber, eu não me arrependo – ou pelo menos tento me convencer disso todos os dias. Porque eu sei que, de alguma forma, foi necessário. E o que é necessário, geralmente não é tão agradável mesmo né? Mas a gente precisa viver aquilo por algum motivo. E a razão de você ter aparecido na minha vida, hoje, eu tenho muito clara. Eu descobri o que realmente significava o tal do amor-próprio que todo mundo falava. Descobri aos poucos, levando muita rasteira e me sabotando diversas vezes. Mas eu aprendi. Ganhava força a cada mensagem que eu escrevia, mas apagava e guardava o celular na bolsa. Ganhava força a cada não que eu conseguia te dizer, mesmo que doesse tanto em mim. Ganhava força quando eu conseguia me controlar e não entrar no seu perfil por um só dia. A verdade é que eu sabia muito bem que só dependia de mim e que não tinha nada a ver com você. Parece besteira, mas é tudo uma questão de escolha. Cada segundinho, todos os dias, eu tinha que decidir entre prolongar o meu sofrimento ou me libertar da ilusão que eu mesma tinha criado. E é óbvio que a gente escolhe errado algumas vezes né? Mas eu sabia o que queria. Eu sabia o que eu merecia. E é por isso que até hoje eu continuo reafirmando a minha escolha: me amar antes de tudo. O valor das coisas está na importância que nós damos a elas, por isso, agora valorizo a mim e a quem também me dá valor. Só.
Maria Carolina Araujo.


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