Nem tudo passa, nem sempre tudo o vento leva, mas um dia tudo acaba e esse é o grande dilema. Quando a pessoa que amas te envenena as borboletas do estômago, deixas de estar apaixonada pelos cantos, e os teus braços já não apertam o amor da tua vida, com a força que precisas.
Passas a ter pensamentos sem cor e sem resposta. E o coração descontrolado, sem saber em que ruas anda, regressa a casa sem sonhos, porque lhe foi levada a realidade de os viver, e dói não saber como esquecer a pessoa que se amou e nos fez sofrer.
E começas a desfalecer dentro de ti, a enfrentar as tempestades, os monstros e os fantasmas que te atormentam o sono em forma de saudade. O teu quarto, aquele doce refúgio, passa a ser o teu mundo escuro e o silêncio o teu pior inimigo. E no estremecer da alma vivem sentimentos nauseados, misturados, que magoaram dois lados que a razão desconhece, mas que o coração sente quando é enganado. Mas acredita que um dia tudo acaba, e a verdade com o tempo também se declara.
● Carla Tavares

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