O mundo é um muro cheio de pessoas. E há pessoas que acham que são donas de verdade e, para elas, as teorias dos outros não contam. Há pessoas que falam sobre futebol, nunca tiveram qualquer ligação ao futebol, e acreditam, cheias de convicção, que, por verem futebol há muitos anos, já são entendidas em futebol. Os famosos treinadores de bancada? Também. Mas, agora, existe uma nova categoria: os jogadores de sofá. Um jogador de sofá nunca falha um golo de baliza aberta; um jogador de sofá faz sempre a melhor defesa; um jogador de sofá toma sempre as decisões certas nas substituições; um jogador de sofá marca ou não marca uma grande penalidade e nunca erra; um jogador de sofá jamais desperdiça um passe; um jogador de sofá é o melhor árbitro do mundo. Nada contra o que este jogadores fazem no sofá. Ajudá-los a entender o que é o jogo falado, será a grande a vitória.
O mundo é um muro cheio de pessoas. E há sempre quem grite pela imparcialidade. Imparcialidade para que lado? Não é difícil ser imparcial no futebol. O difícil é agradar. E isso nunca vai acontecer. Para elogiar uma equipa, uma outra será criticada. “A Teoria do Futebol” faz a distinção entre a opinião e o fanatismo. De camisola integralmente despida. E fora do muro. Estar muito tempo em cima do muro é confortável, e é mau sinal. Este é um livro que entra confortavelmente em zona de desconforto. Se estiver pronto para esta aula prática de “Teoria do Futebol”, faça o favor de carregar na fotografia e adquirir o seu exemplar.
Rui Miguel Mendonça,
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